CLICK ON THE FLAG FOR TRANSLATE

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Como A Mídia Encobre A Perseguição Muçulmana Aos Cristãos


Em: 13 de setembro de 2012 Por: Raymond Ibrahim
Quando se trata da perseguição dos cristãos pelos muçulmanos, os principais meios de comunicação apresentam um longo histórico de obscurecimento da realidade. Embora possam finalmente apresentar os dados reais - se é que chegam a relatar a história, o que é raro - eles o fazem após criarem e sustentarem uma aura de relativismo moral que minimiza o papel desempenhado pelos muçulmanos.

Falsa equivalência moral

Uma das maneiras mais óbvias é evocar a “disputa sectária” entre muçulmanos e cristãos, frase que apresenta a imagem de dois adversários igualmente competitivos - e igualmente abusados e abusivos - lutando um contra o outro. Isso dificilmente corresponde à realidade das maiorias muçulmanas perseguindo os cristãos passivos amplamente minoritários.
Cristão copta sendo surrado por muçulmanos
Recentemente, por exemplo, no contexto do bem documentado sofrimento dos cristãos no Egito, um repórter da NPR declarou: “No Egito, tensões crescentes entre muçulmanos e cristãos têm levado a casos de violência esporádica [iniciados por quem?]. Muitos egípcios atribuem as disputas inter-religiosas a vândalos [quem?], que se aproveitam da ausência ou da fraqueza das forças de segurança. Outros crêem que os atos de violência são devidos a uma desconfiança profundamente sedimentada entre os muçulmanos e a comunidade minoritária cristã [como foi que essa “desconfiança” teve origem?]”. Embora a reportagem tenha dado ênfase aos casos nos quais os cristãos foram vitimizados, todo o seu tom - já a partir do título: “No Egito, Aumenta a Tensão entre Cristãos e Muçulmanos” - sugere que também poderiam facilmente ser encontrados exemplos de muçulmanos vitimizados por cristãos [o que não é verdade]. A foto que acompanha o artigo é de um grupo de cristãos irados, levantando uma cruz - e não de muçulmanos destruindo cruzes, que foi o que induziu os cristãos a tais demonstrações de solidariedade.
Duas outras estratégias da grande mídia em esconder ou minimizar o papel do islamismo - estratégias com as quais o leitor deve se familiarizar - apareceram em reportagens tratando do grupo jihadista Boko Haram e do genocídio praticado por ele contra cristãos da Nigéria.
Primeiro, vamos apresentar algum contexto: Boko Haram - acrônimo de “Educação Ocidental é Pecado”, cujo nome completo em árabe é “Sunitas pela Da'wa [Islamização] e pela Jihad [Guerra Santa]” - é uma organização terrorista dedicada à destruição do governo secular e ao estabelecimento da sharia (lei islâmica). Essa organização tem chacinado cristãos há anos, com uma ênfase maior desde o atentado a uma igreja no Dia de Natal de 2011, que deixou pelo menos 40 cristãos mortos; seguido pelo ultimato do Ano Novo, exigindo que todos os cristãos evacuassem as regiões do Norte da Nigéria para não serem mortos - um ultimato que o Boko Haram tem procurado alcançar por todos os meios: dificilmente se passa um dia sem um ataque terrorista contra os cristãos ou contra uma igreja cristã; mais recentemente no dia da Páscoa, num atentado que deixou 20 mortos.

Obscurecendo a linha entre perseguidor e vítima

Agora, considere algumas das estratégias da grande mídia. A primeira é estruturar o conflito entre muçulmanos e cristãos de forma que obscureça a linha entre perseguidor e vítima. Foi o que aconteceu, por exemplo, em uma reportagem recente da BBC a respeito de um dos muitos ataques do Boko Haram a igrejas, matando três cristãos, inclusive um bebê. Depois de relatar os fatos mais óbvios em duas sentenças, a reportagem continuou descrevendo como “o atentado deu início a um levante de jovens cristãos, com relatos de que pelo menos dois muçulmanos foram mortos na violência. Os dois homens foram arrancados de suas bicicletas depois de serem parados numa barreira em uma estrada, que havia sido montada pelos amotinados, informou a polícia. Várias lojas de propriedade de muçulmanos também foram queimadas...”. A reportagem segue longamente, com uma seção especial sobre os cristãos “muito enraivecidos”, até que os espectadores acabam confundindo vítimas e perseguidores, esquecendo-se até do motivo pelo qual os cristãos estavam “tão enfurecidos” - ataques terroristas não provocados e ininterruptos a suas igrejas e o assassinato de suas mulheres e filhos.
Esse programa de televisão faz relembrar o atentado que ocorreu na véspera do Ano Novo no Egito, que deixou mais de 20 cristãos mortos: a mídia relatou o caso, mas sob manchetes tais como: “Cristãos em choque com a polícia no Egito depois que o ataque a freqüentadores de uma igreja matou 21 pessoas” (Washington Post), e: “Choques aumentam à medida que egípcios permanecem enfurecidos depois de ataque” (New York Times) - como se a reação de cristãos frustrados contra a chacina fosse uma notícia do mesmo nível ou que tivesse o mesmo valor que a chacina em si, implicando que a reação irada deles “compensou” todas as coisas que haviam acontecido.

Dissimulando a motivação dos perpetradores

A segunda estratégia da mídia envolve dissimular as motivações dos jihadistas. Uma reportagem da Agência France Presse (AFP) descrevendo um outro ataque do Boko Haram a uma igreja - que também matou três cristãos durante o culto de domingo - apresentou um relato justo. Mas, depois, concluiu: “A violência atribuída ao Boko Haram, cujo objetivo permanece amplamente obscuro, já ceifou, desde 2009, mais de 1.000 vidas, inclusive mais de 300 apenas este ano, de acordo com os números registrados pela AFP e grupos de direitos humanos”.
Embora o Boko Haram esteja bradando seus objetivos diretos há uma década - impondo a sharia e subjugando, se não eliminando, os cristãos da Nigéria - a mídia, com aparência de honradez, afirma ignorar quais sejam esses objetivos. (Semelhantemente, o New York Times descreveu os objetivos do Boko Haram como “sem sentido” - apesar do grupo continuar a justificá-los com base na doutrina islâmica). Era de se imaginar que, uma década depois dos ataques jihadistas de 11 de setembro - tendo em vista todas as imagens subseqüentes de muçulmanos vestidos como militantes, gritando claramente slogans islâmicos, tais como “Allahu Akbar!” [Alá é o Maior!] e conclamando à imposição da sharia e à subjugação dos “infiéis”- os repórteres já deveriam saber quais são os objetivos deles.
Logicamente, a maneira como a mídia ofusca os objetivos jihadistas serve a um propósito: ela deixa aberto o caminho para as justificativas politicamente corretas da violência muçulmana, ou seja, “opressão política”, “pobreza”, “frustração” e assim por diante. Assim, pode-se ver por que os políticos, tais como Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos, citam a “pobreza” como “aquilo que está alimentando tudo o que está acontecendo” (uma referência à chacina dos cristãos pelo Boko Haram).
Em resumo, enquanto a grande mídia até relata os fatos mais frugais relacionados à perseguição aos cristãos, ela utiliza seu completo arsenal de jogos semânticos, frases de efeito e omissões convenientes para sustentar a narrativa tradicional - de que a violência dos muçulmanos é tudo menos um produto derivado da doutrinação islâmica da intolerância. (Raymond Ibrahim -www.gatestoneinstitute.org – www.Beth-Shalom.com.br)
Raymond Ibrahim é associado do David Horowitz Freedom Center (Centro de Liberdade David Horowitz) e membro no Middle East Forum (Fórum do Oriente Médio)
Divulgação: www.juliosevero.com

Luiz Mott E Ativistas Gays Farão Manifestação De Nudismo Contra Silas Malafaia


Em: 14 de setembro de 2012 Por:Julio Severo

Militantes homossexuais prometem tirar a roupa e mostrar o traseiro para impedir título de cidadão baiano dado ao Pr. Silas Malafaia

Luiz Mott e outros ativistas gays estão descontentes com a decisão da Câmara Municipal de Vereadores de Salvador de dar ao Pr. Silas Malafaia o título de cidadão de Salvador.
Mott, que é o fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), questionou: “Se a Câmara Municipal de Salvador não suspender o absurdo título de Cidadão Soteropolitano a Silas Malafaia, o maior homofóbico do Brasil atual, que não fez nada para Salvador para merecer qualquer honraria, dezenas de gays, lésbicas, travestis e simpatizantes pretendem ficar nus na Câmara para impedir e chamar a atenção do mundo deste absurdo discriminatório”.
A manifestação de nudismo homossexual está prevista para o próximo dia 27 de setembro, quando será entregue ao pastor assembleiano, que deverá estar presente, o título de cidadão de Salvador.
Resta saber se Luiz Mott vai levar na manifestação sua estátua de bebê pelado do sexo masculino, que apareceu pela primeira vez num vídeo onde Mott apresenta o Museu Erótico, que foi sua grande contribuição para a cidade de Salvador. O vídeo está aqui:http://youtu.be/ex2EQxaOsQs
 
No vídeo, Mott aparece falando o tempo inteiro de sexo e alisando a estátua do menino pelado. Anos atrás, declarações dele em apoio à pedofilia foram publicadas. É só conferir, por exemplo, o artigo “Luiz Mott: Pedofilia já!
Em contraste, Silas Malafaia nunca desonrou a cidade de Salvador inaugurando um infame museu erótico alisando a estátua de um menino. Ele também nunca fez declarações em apoio à pedofilia. Pelo contrário, ele tem defendido a vida e a família, o que é motivo de honra, não só em Salvador, mas em todas as cidades do Brasil.
Quando Mott aparecer com sua estátua de menino no festival de nudismo gay contra Malafaia, os honrados cidadãos de Salvador deveriam pedir que as autoridades apliquem a lei contra esse homem que tem desonrado sua cidade e as famílias do Brasil.
Com informações do site homossexual MixBrasil.

Governo Dos EUA Envia Embaixador Gay Para Líbia muçulmana e Não Sabe Por Que Ele Foi Sodomizado E Assassinado


Em: 15 de setembro de 2012 Por: Julio Severo
Os grandes meios de comunicação estão apontando o dedo para os potenciais culpados dos tumultos islâmicos antiamericanos na Líbia, os quais resultaram no assassinato de alguns americanos, inclusive do embaixador. O principal culpado é um filme anti-Maomé feito por um cristão copta na Califórnia, dizem.
É fácil culpar um copta. Milhares de cristãos coptas no Egito sofrerão muito mais do que já estão sofrendo desde que começou a Primavera da Al-Qaida, auxiliada pelas potências ocidentais. Esqueça que os tumultos assassinos começaram na data de 11 de setembro, aniversário do maior ataque terrorista islâmico aos EUA. E esqueça que a homossexualidade de Chris Stevens, o embaixador dos EUA na Líbia, não era segredo, para os EUA e para a Líbia. Um gay americano foi o primeiro a publicar esta notícia ontem, aqui.
O jovem Chris Stevens com seu amante homossexual
Contudo, todos estão em silêncio sobre esse segredo. É só mostrar ao mundo islâmico a “audácia” americana, como diriam os adeptos da Al-Qaida, de enviar homossexuais a suas terras sagradas e haverá mais tumultos violentos e assassinos.
Nessa altura, o governo e os meios de comunicação dos EUA têm uma grande oportunidade, aos olhos do mundo islâmico, de ensinar uma lição para a Líbia “homofóbica”.
Entretanto, as potências ocidentais estão bem cientes de que é suicídio diplomático e militar ensinar tal lição a essas nações “homofóbicas”.
É muito mais fácil culpar os cristãos e deixá-los sofrer as consequências de péssimas decisões diplomáticas e políticas. Por isso, o coro do governo de Obama e dos meios de comunicação diz: “Culpe o filme anti-Maomé!”
Quando um homossexual é assassinado por assassinos não cristãos e muitas vezes homossexuais num país ocidental, culpe os cristãos, principalmente os pastores. Mas quando um homossexual é assassinado por muçulmanos num país muçulmano, evite culpar os muçulmanos. Caso contrário, os muçulmanos farão o que os cristãos nunca fazem: tumultos assassinos.
Para acobertar a sodomização e assassinato de um embaixador gay dos EUA perpetrado por muçulmanos num país muçulmano, o filme anti-Maomé será a desculpa perfeita para desviar a atenção da péssima decisão do governo de Obama de insultar os muçulmanso lhes enviando um embaixador gay.
Chris Stevens sodomizado e morto na Líbia
E os cristãos coptas no Egito e os cristãos em outros países muçulamanos mais uma vez pagarão um elevado preço pelas estúpidas políticas externas dos EUA.

Pr. Youcef Nadarkhani: Um Herético Para O Governo islâmico do Irã. Herético Também Para Portadores De Diploma Teológico?


Julio Severo
Um vídeo produzido por líderes cristãos ligados à igreja iraniana aliada de comunistas está sendo divulgado em meios reformados para atacar o Pr. Youcef Nadarkhani, que havia sido condenado à morte pelo governo islâmico do Irã em 2010.
O vídeo, que tem a participação de reverendos com diploma teológico, questiona a falta de tal diploma na vida de Nadarkhani. E o questionamento, jogando-o contra a parede sem dó nem piedade, vai mais longe ao tentar extrair dele uma confissão de heresia.

Sentença de morte física ou teológica por “heresia”

Aparentemente, o maior problema de Nadarkhani, para os produtores do vídeo, foi sua suposta heresia, não sua sentença de morte, que havia sido decretada por “apostasia” — o ato de ele ter abandonado o islamismo para entregar sua vida a Jesus Cristo.
Claro que mesmo sem uma sentença oficial, pastores evangélicos são rotineiramente martirizados em países muçulmanos radicais. Mas será que, antes de ajudarmos a salvar a vida desses coitados, precisaremos conferir se possuem diploma teológico e se sua teologia é rigorosamente alinhada com a igreja oficial do Irã?
Youcef Nadarkhani: condenado pelos islâmicos. Condenado também pelos portadores de teologia?
Somente depois de uma intensa pressão internacional, que contou com a intervenção do senador Magno Malta, o governo islâmico do Irã cedeu, finalmente libertando o Pr. Youcef, que passou três anos sendo maltratado na prisão enquanto aguardava a execução.
Organizações e publicações cristãs do mundo inteiro celebraram sua libertação. Mas um grupo de pastores, principalmente reformados, começou a acusar o pastor iraniano de “unitarista” por entenderem que ele só crê em Jesus.

A resposta de Christian Solidarity Worldwide

A resposta oficial de Christian Solidarity Worldwide, uma organização que dá assistência para cristãos perseguidos no mundo inteiro, foi enviada ao Blog Julio Severo em email datado de 13 de setembro de 2012. O email de Christian Solidarity Worldwide disse:
É profundamente preocupante que enquanto a vida de um homem está em perigo, alguns cristãos não tenham nada de melhor para fazer do que pensar numa inquisição teológica de nova era.
Um importante líder da Igreja do Irã continua a insistir que [Nadarkhani e outros pentecostais] são evangélicos e não creem no unitarianismo. O credo deles pareceria apoiar isso, mas por favor leve em consideração que o vídeo (http://youtu.be/adRBJS5WdoM) foi traduzido do francês por pessoas cuja língua materna não é o inglês. Em todo caso, o Christian Solidarity Worldwide trabalha a favor da liberdade religiosa para todos, e colocando a religião e a teologia de lado, os fatos fundamentais envolvendo esse caso ilustram uma injustiça grave. A total falta de um processo justo e as decisões extrajudiciais que caracterizaram esse caso contribuíram para torná-lo célebre para organizações e observadores seculares — inclusive a sociedade secular — e pessoas e grupos de outras religiões. O que eles pensaram com tudo isso?
O fato incontestável é que o Pr. Nadarkhani enfrentou a sentença de morte porque ele estava insistindo em se apegar a Cristo, não porque ele estava se apegando ao unitarianismo. Será que esses teólogos não conseguem reconhecer e elogiar isso e orar por ele? Ainda que eles estejam com a razão de que o Pr. Nadarkhani realmente acredita no unitarianismo, esse é o momento apropriado para um artigo sobre essa questão? Será que Cristo iria querer seu povo focalizando nessa questão nesse momento, quando até mesmo descrentes estão objetando à pena de morte nesse caso? Ou será que eles sentem que a pena de morte é merecida nesse caso, considerando que ele é, aos olhos deles, um herético? Que tipo de testemunho é esse para o mundo que não conhece a Cristo?
O unitarianismo é uma crença teológica errada, mas dificilmente a igreja subterrânea iraniana tem acesso a recursos teológicos. É óbvio que o pastor iraniano não tem formação teológica, em contraste com seus questionadores.

A igreja oficial e não oficial do Irã

Youcef Nadarkhani faz parte do crescente movimento pentecostal do Irã.
Há dois tipos de igrejas cristãs no Irã: a igreja oficial (que em grande parte é de linha presbiteriana) e a igreja não oficial e subterrânea (que em grande parte é pentecostal).
A igreja oficial começou em meados de 1830, com o corajoso trabalho missionário de pastores presbiterianos dos EUA. Essa igreja, a Igreja Evangélica Presbiteriana do Irã (IEPI), tem o reconhecimento do governo e goza certa liberdade. Desde 1950, a IEPI faz parte do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), uma verdadeira babilônia de esquerdismo, ecumenismo, feminismo, gayzismo, etc.
Se os portadores de diploma teológico que estão tentando detectar uma heresia em Nadarkhani olhassem para o CMI encontrariam não uma nem duas heresias. Encontrariam uma abundância tão grande de paganismo, bruxaria, gayzismo, marxismo, apostasia e heresias que teriam material suficiente para passar a vida inteira ocupados fazendo verdadeira apologética, atacando os verdadeiros heréticos.
Com o treinamento e conhecimento teológico que tem, é totalmente indesculpável que a IEPI tenha conexão com o CMI, que contraria frontalmente o Evangelho. É indesculpável também para o CMI, pois todos os seus membros são pastores e bispos com elevados títulos de seminários e universidades, mas cujo coração está cheio de fogo e enxofre do próprio inferno.
De igual forma, se o Pr. Youcef Nadarkhani tivesse todo o treinamento e conhecimento teológico da IEPI, seria indesculpável ele defender a teologia do unitarianismo.

Falta de instrução?

Entretanto, ele não tem tal treinamento e conhecimento teológico.  Em termos de instrução acadêmica, ele perde de longe para a IEPI e para o CMI. Além disso, não há evidência de que esteja defendendo explicitamente o unitarianismo. O que se sabe é que ele tem pregado Jesus.
A primeira medida cristã com relação a um cristão que tem conhecimento precário é ajudá-lo, como Aqüila e Priscila fizeram com Apolo:
“[Apolo] era instruído no caminho do Senhor e, fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do Senhor, conhecendo somente o batismo de João. Ele começou a falar ousadamente na sinagoga; e, quando o ouviram Priscila e Aqüila, o levaram consigo e lhe declararam mais precisamente o caminho de Deus.” (Atos 18:25-26 ACF)
“Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos, Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João. Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam.” (Atos 19:1-6 ACF)
Quando Paulo se encontrou com alguns cristãos que só tinham o conhecimento do batismo de João, com muito amor ele lhes explicou que havia um batismo mais avançado. Ele teve essa paciência porque eles eram cristãos simples, sem acesso à totalidade da Palavra de Deus e sem nenhum treinamento teológico. Mas se fossem teólogos, é de suspeitar que Paulo teria sido mais duro.
Nadarkhani pertence à igreja subterrânea, uma igreja que tem falta de quase tudo.  Não tem reconhecimento do governo islâmico e, por ser pentecostal, é ignorada ou até mesmo desprezada pelas igrejas presbiterianas formais do Irã.
Mas o maior pecado é cometido por quem tem muito conhecimento e ainda assim peca.

“Reverendo” e outros títulos

Num exemplo muito simples, o título “reverendo” é aplicado a líderes das igrejas presbiterianas e reformadas. O Dicionário Aurélio diz que o significado de “reverendo” é: “que merece reverência”.
De um ponto-de-vista teológico estritamente técnico, esse termo, e os que aceitam seu uso, mereceriam óbvia condenação, pois na Bíblia, especialmente nos Salmos, o termo “que merece reverência” está ligado exclusivamente a Deus, nunca a homens, nem mesmo a sacerdotes.
Contudo, homens mortais portadores de diplomas teológicos são tratados com real “reverência”, mesmo que não utilizassem para si o título de “reverendo”. Se eles, que são meros seres humanos, se ofendem espalhafatosamente com títulos como apóstolo e profeta, apropriados para serem usados para pessoas, como deveria Deus expressar seus sentimentos quando um homem usa o título de “reverendo”, que deveria pertencer somente a Ele?
Do ponto-de-vista da Bíblia, nenhum cristão é obrigado a se prostrar diante de um título que exige reverência para seu portador. O próprio Jesus Cristo nos alertou sobre títulos:
“Eles preferem os melhores lugares nos banquetes e os lugares de honra nas sinagogas. Gostam de ser cumprimentados com respeito nas praças e de ser chamados de ‘mestre’. Porém vocês não devem ser chamados de ‘mestre,’ pois todos vocês são irmãos uns dos outros e têm somente um Mestre. E aqui na terra não chamem ninguém de pai porque vocês têm somente um Pai, que está no céu. Vocês não devem também ser chamados de ‘líderes’ porque vocês têm um líder, o Messias. Entre vocês, o mais importante é aquele que serve os outros.” (Mateus 23:6-11 BLH)
Em nossos dias, Jesus poderia igualmente nos avisar: “E aqui na terra não chamem ninguém de ‘reverendo’ porque há somente um que merece reverência e Ele está no céu”.
Não estou defendendo o desrespeito aos que gostam de tais títulos, mas esse não é um ponto interessante?

Soberba teológica merece ser duramente criticada

Outro exemplo simples vem da própria realidade brasileira. Indivíduos progressistas portadores de diploma teológico e ostentando sobre suas próprias cabeças o título de “apologetas” criticam pentecostais e neopentecostais nos mínimos detalhes, não hesitando colar o rótulo de herético ao menor sinal de desagrado, conforme seus caprichos teológicos — um dos quais é a negação da operação de dons sobrenaturais do Espírito Santo hoje, como profecias e visões.
Mas, de forma esquizofrênica, sempre evitaram criticar Robinson Cavalcanti, portador de diplomas e vasto conhecimento teológico, político e ideológico, ex-membro, político e apoiador do PT, e um defensor da poligamia e do socialismo. “Para quem muito é dado, muito será cobrado” se aplica igualmente, nesse caso, ao não criticado e aos não criticadores.
Procuram uma “heresia” num homem simples como Nadarkhani, mas são incapazes de enxergar heresias vasta e patentemente maiores em proeminentes portadores de pergaminhos teológicos. Estão, como Jesus mostrou, com os olhos furados por uma trave de madeira, mas se julgam especialistas em tirar cisco dos olhos dos outros.
“— Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: ‘Irmão, me deixe tirar esse cisco do seu olho,’ se você não repara na trave que está no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão.” (Lucas 6:41-42 BLH)
Se Cavalcanti e seus amigos teólogos progressistas defendessem algo parecido com unitarianismo, aí seria um problema muito sério, exatamente por causa do vasto conhecimento deles para entender conceitos teológicos. Eles só não defendem o unitarianismo porque estão ocupados demais promovendo outras heresias.
Provavelmente, com sua pouca instrução, Nadarkhani nem entenda o que significa unitarianismo. Mas seus críticos sabem. E sabem o que o significam as palavras “reverência” e “reverendo”. E sabem também muito bem o que é o Conselho Mundial de Igrejas e a teologia marxista, também conhecida como Teologia da Libertação e Teologia da Missão Integral.
A igreja oficial do Irã tem teologia, diplomados, reverendos, templos reconhecidos e conexões com o Conselho Mundial de Igrejas, mas lhe falta a simplicidade e fome de Deus da igreja subterrânea perseguida.
Essa é a loucura de Deus, que escandaliza islâmicos assassinos de cristãos e portadores de soberba teológica, mas destituídos de paixão e compaixão de Deus.